Chrysocyon brachyurus Illiger


Chrysocyon brachyurus é uma espécie de pernas longas, pelagem longa de cor laranja-avermelhada e orelhas grandes.


Nomenclatura e Classificação

Nome Científico

Chrysocyon brachyurus

Autoria

Illiger

Nome Comum

lobo-guará,Maned Wolf,Aguara Guazu,Lobo De Crin,Loup À Crinière

Sinônimo

  • Canis brachyurus === Descrição Taxonômica ===
    Chrysocyon brachyurus é uma espécie de pernas longas, pelagem longa de cor laranja-avermelhado e orelhas grandes. Possui uma crina negra no dorso, mesma cor do focinho, das patas dianteiras e de mais da metade distal das patas traseiras. A garganta e a parte interna das orelhas são brancas. Cerca de 44% do comprimento da cauda tem cor branca (parte distal), mas a proporção varia entre indivíduos (Rodden et al., 2004). Lobos-guará habitam, preferencialmente, habitats abertos, como campos, cerrados
    e veredas e campos úmidos (Rodden et al., 2004). Apesar de ser uma espécie relacionada ao bioma Cerrado, possui registros esporádicos em áreas do Pantanal e de transição do Cerrado com a Caatinga. Sua habilidade em estabelecer-se em diversos habitats tem resultado em registros cada vez mais comuns em áreas outrora ocupadas por Mata Atlântica e hoje transformadas em habitats mais abertos.

História Natural

Forma de Vida

Vida Livre Individual


Habitat e Distribuição

Origem É endemica? É invasiva?
value1 -

Invasividade

Sem dados

Endemismo

Endêmica do Brasil

Distribuição Geográfica (Estados)

TO BA SE PE AL RN CE PI MA AP PA RR AM AC RO MT MS GO PR SC RS SP MG RJ ES DF PB

Biomas

value2, value5

Habitat/Substrato

 TERRESTRE Terrestre


Ameaças

Legenda do Sistema de Classificação (IUCN 3.1) :
Categoria Descrição
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/EX.png Extinto (EX): não existe dúvida razoável que o último indivíduo morreu.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/EW.png Extinto na natureza (EW), apenas conhecida como sobrevivendo por cultivo, em cativeiro ou como população naturalizada, fora da sua área de distribuição conhecida.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/CR.png Em perigo crítico (CR): considerada como estando a sofrer um risco extremamente elevado de extinção na natureza.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/EN.png Em perigo (EN), considerada como estando a sofrer um risco muito elevado de extinção na natureza.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/VU.png Vulnerável (VU): considerada como estando a sofrer um risco elevado de extinção na natureza.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/NT.png Quase ameaçada (NT ou LR/nt): perto de ser classificada ou provavelmente qualificável para ser incluída numa das categorias de ameaça num futuro próximo.
https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/LC.png Segura ou pouco preocupante (LC ou LR/lc): categoria de risco mais baixo. Não qualificável para uma categoria de maior risco. Taxones abundantes e amplamente distribuídos são incluídos nesta categoria.

Ameaça no Brasil

https://cdn.sibbr.gov.br/img/especie/EN.png

Sistema de Classificação (IUCN 3.1)

Fatores de Ameaça

Atualmente, o crescimento desordenado de centros urbanos e a conseqüente perda de hábitat têm resultado em processos negativos à conservação da espécie, mesmo que ela seja mais tolerante a algumas atividades antrópicas, como a agricultura (Paula, dados não publicados). A drástica redução de ambientes ideais para a manutenção de populações tem sido apontada como o fator principal de redução de populações. Essa ameaça é ainda mais potencializada quando se observa que grande parte da área de
ocorrência da espécie já está convertida em campos agricultáveis e em campos destinados à pecuária. Verifica-se, assim, grande número de animais vítimas de atropelamentos em várias regiões de sua área
de ocorrência, na maioria jovens, provavelmente em fase de dispersão. Em algumas populações, estima-se que os atropelamentos sejam responsáveis pela morte de um terço à metade da produção anual de filhotes (Rodrigues, 2002). ção epidemiológica de patógenos advindos do contato com animais domésticos, sobretudo onde a zona
de contato é grande. Lobos-guará em cativeiro estão sujeitos a várias doenças transmitidas por cães, cujo impacto na natureza pode ser significativo. A mitificação da espécie como principal responsável pela predação de aves domésticas em comunidades rurais tem sido um motivo significante para a perseguição e abate deste animal, que ocorre em quantidades consideráveis em algumas localidades. Embora os estudos com dieta relatem um relativo baixo consumo de galinhas (Dietz, 1984; Motta-Júnior et al.,1996; Rodrigues, 2002), muitas reclamações são direcionadas ao Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação dos Predadores Naturais (CENAP/IBAMA) sobre conflitos envolvendo esta espécie. No entanto, apenas oito ocorrências de predação em aves domésticas foram confirmadas em dois anos, sendo cinco em Minas Gerais e três no Estado de São Paulo (Paula, dados não publicados), corroborando a informação de baixa incidência de predação pela espécie.


Usos, Manejo e Conservação

Presença em Unidades de Conservação

  • Ocorre nas Unidades de Conservação de Proteção Integral listadas a seguir, além de várias outras de Uso Sustentável: PARNA Serra da Bodoquena, PE Nascentes do rio Taquari e PE Várzeas do rio Ivinhema (MS); PARNA da Chapada dos Guimarães, EE Serra das Araras e EE Pirapitinga (MT); PARNA de Brasília, Reserva Ecológica Roncador e EE Águas Emendadas (DF); PARNA da Chapada dos Veadeiros e PARNA das Emas (GO); PARNA do Araguaia, PARNA da Serra Geral do Tocantins, PARNA das Nascentes do rio Parnaíba, EE Serra Geral do Tocantins e PE do Jalapão (TO); PARNA da Serra da Canastra, PARNA da Serra do Cipó, PARNA das Cavernas do Peruaçu, PARNA Grande Sertão Veredas, REBIO Jaíba, PE do Ibitipoca, PE do Itacolomi, PE Grão Mongol, PE Serra das Araras, PE Serra do Rola-Moça, PE Serra Negra, PE Serra do Brigadeiro, PE Sagarana/Logradouro, PE Sagarana/Mata Seca, PE Veredas do Peruaçu, RPPN do Caraça e RPPN Galheiro (MG); PARNA Serra da Bocaina (SP/RJ); PARNA Itatiaia (RJ); PARNA de Ilha Grande, PARNA do Iguaçu, PE de Vila Velha, PE do Cerrado e PE do Guartelá (PR); PARNA São Joaquim (SC); EE Uruçuí-Una (PI); PARNA Aparados da Serra, PARNA Serra Geral, PE Itapuã e PE Caracol (RS); EE Jataí, EE Águas de Santa Bárbara, EE Itirapina, PE do Jataí, PE Vassununga e PE Rio Preto (SP); PE do Mirador (MA)

Referências

Fonte das Informações

  • Fonte das informações nomenclaturais e de distribuição por UF. Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil. Disponível em: <http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/>
  • Fonte das informações sobre o status de ameaça internacional e histórico de ameaça no Brasil. IUCN 2017. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2017-3 <http://www.iucnredlist.org> - Sistema de Classificação (IUCN 3.1)

Como citar

Chrysocyon brachyurus in Ficha de Espécies do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Disponível em: <https://ferramentas.sibbr.gov.br/ficha/bin/view/especie/chrysocyon_brachyurus>. Acesso em 18-08-2019


Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira - SiBBr

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